Líder do PPB quer criar CPI da Copel
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quarta-feira, 21 de março de 2001
Maria Duarte De Curitiba 
O deputado Tony Garcia, líder da bancada do PPB na Assembléia Legislativa, apresentou ontem projeto de resolução para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Copel. O deputado afirma que tem em mãos denúncias de irregularidades em diversos setores da companhia de energia e quer investigar o assunto. Na justificativa do projeto, o deputado afirma que uma das denúncias é a de que o lucro de R$ 430 milhões obtido pela Copel no ano passado teria sido maquiado no balanço oficial divulgado pela estatal. Ele acredita que o lucro seria maior.
Garcia decidiu apresentar um projeto de resolução e não um requerimento pedindo a instalação da CPI porque já existem sete comissões parlamentares na fila para instalação (cinco da base governista e duas da oposição). Como o Regimento Interno permite apenas que cinco funcionem simultaneamente e a Copel é considerada assunto de extrema importância, o deputado quer viabilizar uma sexta CPI. Essas cinco do governo são laranjas, reclamou.
Ele pretende pedir hoje regime de urgência na análise de seu projeto que ainda precisa passar pelas comissões permanentes da Casa. O líder pepebista espera que a comissão, que será formada por sete membros, comece a funcionar dentro de duas semanas. Queremos fazer uma verdadeira devassa nas contas e no histórico da empresa. A Assembléia já aprovou anteontem requerimento de Tony Garcia pedindo as atas das reuniões do Conselho de Administração da Copel nos últimos 24 meses.
Além de querer investigar a estatal, o deputado tem projeto propondo a revogação da Lei 12.355/98 que autoriza o Estado a vendê-la. A bancada de oposição também protocolou projeto com o mesmo objetivo, dois dias depois. O líder do governo, Durval Amaral (PFL), admitiu que a bancada governista está indócil, mas garantiu que não lhe falta munição para defender a privatização e convencer cerca de 14 dos 40 aliados que estão contra. Ele afirma que a bancada de apoio está reduzida, mas acredita que é um momento de rebeldia e que a situação pode ser revertida.
Estão descontentes, mas não conseguem apontar uma solução, alfinetou Amaral. Fonte da Folha
afirma que os acertos entre o Palácio Iguaçu e os aliados, para garantir a venda da estatal, passam por cargos e nomeações.
O líder da oposição, Waldir Pugliesi (PMDB), gostou da proposta de criação da CPI da Copel. Só espero que a posição de Tony Garcia seja permanente e não provisória.


