SÃO PAULO - Depois da eleição do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) para presidente da Câmara, o líder do PP na Casa, José Janene (PR), descartou ontem a possibilidade de o partido assumir uma pasta na reforma ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará neste mês.
''Isso está totalmente descartado. Neste momento, seria muito incoveniente para o partido nomear qualquer pessoa do partido para o ministério. Estou conversando com a bancada e tenho certeza de que já é a posição da maioria e de que será a posição definitiva'', disse.
Na reforma, Lula deve dar mais pastas aos aliados, como PMDB, PTB e PP. Em novembro, o presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE), afirmou que o seu partido teria assegurada uma vaga na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, ele não adiantou qual seria a pasta ocupada pelo PP, mas anunciou que o deputado Pedro Henry (MT) seria o futuro ministro.
De acordo com Janene, não é conveniente para o governo e para o partido assumir um ministério depois de vencer as eleições para a Câmara. ''Ao conquistarmos a presidência, não há a menor posssibilidade de nomeação para o partido. Isso soaria muito ruim para o governo e para nós. Como é que justamente no momento em que você assume o poder você vai tomar espaço no poder? Esse é um assunto que para nós está encerrado.''
Além disso, Janene disse que nenhum quadro do partido teria interesse em assumir uma pasta, já que no próximo ano haverá eleições. ''Temos mais 22 meses de mandato. Se você nomeia um ministro hoje, daqui a 12 meses ele tem de sair. É muito difícil um político que se proponha a ficar um ano no ministério. Basicamente, nós não temos ninguém que queira assumir uma pasta.''

mockup