Líder do PMDB pode estar envolvido em fraudes no BNDES
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segunda-feira, 02 de junho de 2008
Fausto Macedo<BR>Agência Estado 
São Paulo - Depois de incluir o deputado Paulinho da Força (PDT-SP) no esquema BNDES, a Operação Santa Tereza aponta agora para o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Relatório que a Polícia Federal encaminhou ontem à Procuradoria da República dedica capítulo exclusivo ao peemedebista e a seu chefe de gabinete, Wellington Ferreira da Costa. A PF não faz acusações ao parlamentar - e deixa a cargo da procuradoria decisão sobre eventual investigação -, mas informa que o lobista João Pedro de Moura, amigo e braço direito de Paulinho, circulava pelo gabinete 539 do Anexo IV, ocupado por Alves.
Moura fazia uso da estrutura do 539, inclusive dos telefones, para tratar de pendências relativas ao esquema BNDES. Grampo telefônico pegou Moura, no dia 26 de fevereiro, às 17h13, ligando para a Progus Consultoria - reduto da organização, segundo a PF - para pedir e-mail com a relação de cidades onde ele e seus parceiros planejavam agir. ''Importante destacar que João Pedro, neste momento, está dentro do Gabinete 539 do Congresso Nacional'', destaca a PF. Fotos de Moura deixando a sala do líder do PMDB com uma mochila às costas ilustram o documento. A PF suspeita que é a mesma mochila que o lobista havia deixado no gabinete de Paulinho na manhã de 13 de fevereiro.


