Líder do PMDB do Paraná nega 'caça às bruxas'
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segunda-feira, 08 de outubro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) indicando que os mandatos políticos pertencem às legendas e não aos parlamentares, o líder do Governo na Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), disse ontem que o PMDB do Estado irá agir ''com cautela'' em relação a ex-filiados.
Romanelli se refere, em especial, ao caso do deputado federal Hidekazu Takayama, que foi eleito pelo PMDB do Paraná, mas depois se filiou ao PSC. ''Takayama deixou o PMDB depois de ter feito um acordo com o Renato Adur (então presidente do PMDB do Paraná), ou seja, com alguém que tinha legitimidade. Não podemos desconhecer que foi feito um acordo. E não vamos fazer caça às bruxas'', disse Romanelli, acrescentando que o PSC não é uma legenda de oposição ao PMDB.
Outros parlamentares também saíram do PMDB, mas antes do dia 27 de março de 2007 - data estipulada pelo STF para o início da vigência da fidelidade partidária.
Romanelli afirmou que ainda ontem, à noite, os membros da executiva do PMDB se reuniriam para tratar do assunto. Romanelli está temporariamente como presidente do PMDB do Paraná, desde a saída de Adur.
As declarações do líder do Governo, ontem, batem de frente com a postura de uma ala do PMDB em Curitiba que, na última sexta-feira, anunciou que pretendia não só pedir o mandato de Takayama como também dos vereadores da capital que saíram da legenda. ''O PMDB do Paraná não vai se manifestar nesses termos. A questão tem que ser amadurecida, inclusive vamos ter que avançar conceitualmente sobre o que é, de fato, violar a fidelidade partidária'', afirmou Romanelli.


