Líder do PFL admite que Roseana pode desistir de candidatura
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quinta-feira, 11 de abril de 2002
Agência Estado Agência Folha 
Brasília - A bancada do PFL quer uma decisão da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney sobre a manutenção ou não de sua candidatura à presidência da República. Segundo o líder do partido na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), os deputados estão angustiados com a candidatura.
Inocêncio disse ontem que é muito difícil ter que se explicar o tempo todo, ao invés de mostrar o programa. Ele informou, no entanto, que por lealdade o partido não conversará com outro candidato enquanto Roseana permanecer na disputa.
Mais cedo, Inocêncio havia dito que o PFL terá candidato próprio a presidência, mesmo que o nome de Roseana Sarney, pré-candidata do partido, não se viabilize.
Queremos que ela volte a crescer, mas somos realistas, disse Inocêncio em relação à situação de Roseana nas pesquisas eleitorais. De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira, Roseana caiu de 24% das intenções de voto em fevereiro para 13%. A queda nas pesquisas é atribuída ao caso Lunus, empresa de Roseana e do marido dela Jorge Murad, que está sendo investigada por suspeita de envolvimento no esquema de desvio de recursos da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Em uma ação de busca, foi encontrado R$ 1,34 milhão no cofre da empresa que teria sido doado para a pré-campanha de Roseana.
Sobre a não-confirmação da doação do tio de Jorge Murad, Nicolau Duailibi Neto, Inocêncio disse que trata-se de mais um complicador para a pré-candidatura da ex-governadora.
RetornoO líder do PFL na Câmara descartou ontem a volta do partido à base de sustentação do governo. A curto prazo, não temos interesse de voltar para a base. Vamos manter a independência, votando o que for importante para o País, disse Inocêncio.
O comentário do pefelista foi feito após a afirmação do líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), de que o PFL é importante para a governabilidade do País.
Inocêncio disse ainda que o PFL pode ser considerado o maior partido brasileiro por sua unidade, demonstrada anteontem durante a votação da medida provisória do setor elétrico, quando apenas 10 dos 96 deputados do partido votaram contra a orientação da cúpula.


