JerusalémTrês dos dez ativistas estrangeiros detidos depois de visitar o presidente palestino, Yasser Arafat, entre eles o brasileiro Mario Lill, um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foram deportados de Israel ontem enquanto que os outros sete estão à espera de ser expulsos no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. Os dez ativistas, entre eles o líder antiglobalização francês José Bové, ‘‘violaram as ordens das autoridades militares, que consideraram Ramallah zona militar fechada, enquanto prosseguem as operações e para evitar danos à população civil’’, informou ontem um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores.
Os dez ativistas, que faziam parte de um grupo maior que visitou o presidente palestino, decidiram abandonar o quartel-general de Arafat em Ramallah, cercado desde sexta-feira pelo Exército israelense, enquanto o resto decidiu permanecer no edifício.
Fontes policiais israelenses informaram que cerca de quarenta pessoas deixaram o prédio, entre elas palestinos cujas identidades são investigadas pelas autoridades israelenses devido à suspeita de que sejam pessoas procuradas pelos organismos de segurança.
Segundo fontes do Governo israelense, Arafat abriga em suas dependências vários dirigentes palestinos procurados, entre eles o líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), Ahmed Sadat, e seu chefe de operações, Majdi Rimaui.
Ambos são acusados de enviar dois membros de sua organização para assassinar, em outubro passado, o ministro israelense do Turismo, Rehavam Zeevi, em um hotel da norte de Jerusalém.
Membros de outro grupo de pacifistas que ontem tentou entrar na cidade cisjordaniana de Bet Jala, no distrito de Belém, foram feridos por soldados israelenses. Os ativistas eram dos Estados Unidos, da Austrália, do Reino Unido, da França e do Japão.

mockup