Líder do governo no Congresso nega mal-estar com PMDB
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Agência Estado 
Brasília - O novo líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), afirmou ontem que a defesa da criação de um novo imposto para financiar a saúde não faz parte de sua lista de atribuições. Ele negou qualquer mal-estar com o PMDB, que cobiçava o cargo, e foi evasivo sobre o cumprimento do acordo com a bancada petista de que, no ano que vem, ele sucederia a Marta Suplicy (PT-SP) na primeira vice-presidência do Senado.
Cabe ao líder do governo no Congresso, principalmente, costurar os acordos relativos à votação do Orçamento da União e do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, que prevê os investimentos de longo prazo do governo federal. Pimentel sucede ao deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), que deixou a liderança do governo para assumir o Ministério da Agricultura. Por isso, a vaga era reivindicada pela bancada do PMDB na Câmara.
Os deputados indicaram o nome de Marcelo Castro (PMDB-PI) para o lugar que acabou ficando com Pimentel. O petista alegou que foi uma escolha natural, já que ele era o primeiro vice-líder do governo. ''A maneira mais razoável foi confirmar o nosso nome'', declarou.
Sobre a suposta recriação da CPMF - na forma de Contribuição Social para a Saúde (CSS) -, Pimentel se declarou contrário à proposta, lembrando que a presidente Dilma Rousseff também não é favorável ao novo tributo. O petista admite, entretanto, que faltam recursos para a área de Saúde porque a extinção da CPMF causou um rombo de R$ 40 bilhões. Mas, para ele, a solução seria obrigar os 17 Estados que não repassam o porcentual mínimo à saúde a fazê-lo. ''É preciso também que os Estados que não cumprem os 12% da sua obrigação constitucional passem a fazer isso'', defendeu.
Pimentel negou que sua nomeação seja um ''prêmio de consolação'' para deixar que Marta Suplicy fique na cadeira de primeira vice-presidente do Senado por dois anos. Segundo acordo firmado no início do ano com a bancada petista, Marta ficaria um ano na vaga e, em janeiro de 2012, cederia o lugar a Pimentel. Perguntando se renunciaria à cadeira de Marta, Pimentel foi reticente: ''As pessoas só renunciam àquilo que já assumiram''. Mas acrescentou: ''Quando chegar 2012, discutiremos isso''. Ele negou, por fim, que existam disputas na bancada do PT. ''Fazemos tudo por acordo e consenso''.


