Curitiba - Ontem ainda era possível ouvir rescaldos das discussões na Assembléia Legislativa sobre as supostas denúncias que o líder do governo na Casa, deputado Dobrandino da Silva (PMDB), fez contra a Usina Hidrelétrica de Itaipu, administrada pelo petista Jorge Samek. Entretanto Dobrandino, que é presidente do PMDB estadual, amenizou seu discurso alegando que não quer criar nenhum problema com o PT desde que o presidente do partido, deputado André Vargas, não continue atacando o governo do Estado. Dobrandino afirmou que tudo que tiver de denúncias contra a Itaipu daqui para frente encaminhará ao Ministério Público.
A briga entre Dobrandino e PT continuou ontem porque o deputado Natálio Stica (PT) reclamou do fato do líder do PMDB ter chamado o PT de quadrilha. Depois desta declaração, na última segunda-feira, a bancada petista ficou inconformada. O primeiro a reclamar foi o líder do partido na Casa, deputado Tadeu Veneri, mas o auge foi o bate-boca entre Dobrandino e Vargas. Foi quando o líder do governo afirmou que ia apresentar contratos publicitários ilegais feitos pela Itaipu. Dobrandino de fato levou os contratos, porém a usina assumiu os contratos e afirmou que todos são legais, inclusive os aditivos.
''Não é possível desintegrar a base do governo, que já tem uns 40 deputados, por causa desse tipo de coisa'', criticou Stica, que foi líder do governo de Roberto Requião (PMDB) na Assembléia até 2004. ''Nós teremos candidato próprio às eleições, mas no 2º turno certamente apoiaremos o PMDB'', completou o deputado. O líder do governo agradeceu o apoio e afirmou que não quer travar uma guerra com o PT dentro da Assembléia. ''Só vou pedir ajuda ao senhor. Controle seu partido que eu controlo o meu. Não posso admitir que o presidente do seu partido nos ataque da forma como faz'', respondeu Dobrandino.

mockup