Líder do Executivo defende supersalário
Para o autor do projeto de lei que eleva de R$ 4.700 para R$ 12.800 o salário do prefeito de Tamarana, o líder do Executivo Plínio Pereira de Araújo Jr. (PTB), a medida se justifica porque ''a inflação acumulada no período, divulgada pelo governo, é mentirosa''. ''Pela capacidade de trabalho dele (Beto Siena) e pelas últimas realizações, R$ 12.800 é um salário adequado, um salário bom, para quem trabalha'', defendeu. Para o vereador, salário baixo a um cargo de tamanha importância ''pode, sim, levar à corrupção''.
Indagado se um reajuste nesses moldes não soa mais como premiação que por necessidade, Araújo Jr. - irmão do vereador afastado da Câmara de Londrina, Renato Araújo - preferiu outra terminologia: ''É um reconhecimento pelas obras'', as quais não soube precisar quantas foram no atual mandato. Quanto à relação entre salário baixo e tendência à corrupção, no que se refere ao gestor eleito pelo voto popular, a FOLHA quis saber: a questão financeira é mais determinante que a falha de caráter quando assunto é político corrupto: ''É meio a meio. Mas vejo no atual prefeito um futuro grande na política'', disse, afirmando que como de líder de Siena na Câmara, se julga isento para
propor aumento de salário ao prefeito. ''O julgamento, no fim, é do povo. Estou tranquilo.''
Recentemente, a FOLHA publicou outros dois casos de reajustes de salários, na região de Londrina, que chamaram a atenção: em Sertanópolis, a Câmara aprovou aumento de R$ 9 mil para R$ 18 mil para o próximo prefeito; em Apucarana, o valor saltou dos atuais R$ 18 mil para R$ 20 mil. Ambos os casos superam o subsídio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e mesmo do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT) - os dois recebem R$ 13,8 mil (bruto). (J.G.)





