O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa do Paraná, publicou um artigo criticando o Governo Federal. Traiano enfatizou que mesmo com a presença de três ministros em Brasília, o Estado é prejudicado pela presidente Dilma.

"O Paraná é discriminado pelo Governo Federal. Em 2013, por conta dessa perseguição implacável, se nada for alterado, teremos perdas absurdas, da ordem de R$ 1 bilhão. Curiosamente isso ocorre quando temos a mais expressiva representação da história em Brasília. Três ministérios, todos ocupados por militantes do PT, partido da presidente, estão nas mãos de paranaenses. Gilberto Carvalho ocupa a estratégica Secretaria Geral da Presidência da República, Paulo Bernardo o importante Ministério das Comunicações e Gleisi Hoffmann, está instalada na antessala da presidente Dilma Rousseff, na Casa Civil".

O líder de Richa comparou a distribuição de recursos federais do Paraná com os outros dois estados do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina para demonstrar a hipótese de discriminação.

"A previsão do Orçamento é investir R$ 805.542.595,00 no Paraná em 2013. Isso corresponde a R$ 76,15 por habitante. A discriminação fica evidente quando consideramos nossos vizinhos do Sul. Cada gaúcho receberá do governo federal R$ 170,41 no ano que vem e cada catarinense R$ 238. Ou seja, para o governo Dilma, um gaúcho vale mais que dobro que um paranaense e um catarinense quase quatro vezes mais".

O deputado tucano criticou as mudanças de regras do setor elétrico e também o veto de Dilma à distribuição dos royalties do petróleo.

"Pois é justamente nesse momento que amargamos os maiores prejuízos em nossa relação com Brasília. As perdas vem das mudanças de regras do setor elétrico que devem provocar uma redução de R$ 450 milhões em ICMS; com o veto a distribuição dos royalties do petróleo, com perdas R$ 150 milhões e, o pior de tudo, por mirar diretamente o Paraná, com a redução da ordem de R$ 400 milhões nas transferências da União. O Paraná sofre prejuízos brutais com os royalties e com mudança das regras do jogo com as elétricas. Uma política temerária que tende a desorganizar a produção de energia elétrica. Uma estratégia que deve colher os mesmos resultados desastrosos obtidos na produção e prospecção de petróleo. A Petrobras, transformada em instrumento de política econômica e de promoção política, está à beira do colapso. A companhia não consegue mais atender a demanda nacional e teve perdas brutais em seu valor de mercado. E sem contar com os altos valores cobrados pelos combustíveis".

Além disso, ele levantou suspeita sobre um possível boicote por parte dos ministros ligados ao Paraná e ainda insinuou um suposto motivo político.

"Por trás dessa política sorrateira contra o Estado parecem estar interesses políticos menores, como a tentativa de impactar negativamente a atual administração estadual, mirando a disputa eleitoral de 2014".

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