Líder comunitário pode ter proteção da polícia
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quinta-feira, 01 de fevereiro de 2001
Vânia Moreira De Umuarama 
O promotor Paulo Robles Stebom deve se manifestar nos próximos dias sobre o pedido de várias entidades de Umuarama para que a Justiça autorize proteção policial e dê garantias de vida à família do presidente da Associação de Combate à Corrupção de Umuarama (Accepa), Osmair Salustiano Santos. O presidente da Accepa sofreu duas tentativas de homicídio em janeiro. Ele mandou os três filhos para a casa de parentes, mas continua morando com a mulher Renilda no Jardim Independência, zona oeste.
A Polícia Civil também aguarda despacho do promotor sobre o pedido de internamento do menor P.F.S., de 16 anos, para concluir os inquéritos que apuram as tentativas de homicídio contra Osmair. Dois rapazes do bairro são acusados de disparar cinco tiros contra a casa dele na madrugada do dia 12 de janeiro. Dia 20, o adolescente teria invadido a casa e disparado mais dois tiros. O caso ganhou repercussão porque Osmair atribui os ataques às denúncias de fraude eleitoral e irregularidades na prefeitura feitas pela Accepa.
O advogado da Accepa Acir Borges Monteiro informou que vai processar o prefeito Fernando Scanavaca (PPB) por calúnia e difamação. Em entrevista à Folha na semana passada, Scanavaca disse que o advogado não paga suas dívidas. Monteiro reconheceu que enfrenta dificuldades financeiras, mas está quitando seus débitos na medida do possível. Não devo nada a este cidadão (Scanavaca) nem jamais fiz qualquer comentário sobre a sua vida pessoal. Por isso, vou tomar providências judiciais contra ele, disse.


