Curitiba - As declarações do governador Roberto Requião (PMDB) significam também que o Executivo teme perder o apoio da bancada petista, formada por seis integrantes. O líder do governo do Estado na Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), admite que conta com integrantes da bancada do PT para derrubar as emendas, ainda que o grupo tenha decidido assinar em conjunto as sete emendas ao projeto de lei. ''Tenho certeza que o projeto de lei original será aprovado na íntegra. Mas eu espero sim que membros do PT mudem seu voto'', disse Romanelli.
O líder acredita que as emendas são encabeçadas pelos deputados estaduais petistas Tadeu Veneri e Professor Lemos e que os demais teriam assinado as propostas ''por constrangimento''. Romanelli disse que o secretário Estadual do Planejamento, Ênio Verri (PT), que é deputado estadual licenciado, deveria ser exonerado só para entrar no lugar do Professor Lemos durante a votação. ''O suplente do Verri não cumpre o acordo que fez. Ele fica jogando para a plateia'', atacou ele.
Romanelli disse que o discurso do Requião na ''escolinha'' se aplica especialmente à bancada do PT. Já os ''rebeldes'' peemedebistas estariam subordinados a uma deliberação da bancada do PMDB, que fechou questão sobre a aprovação do índice de 6% aos vencimentos dos servidores públicos. ''Quem for contra vai ser expulso das funções dentro das comissões permanentes da Casa'', afirmou Romanelli. A ameaça vai direto para o deputado estadual Mauro Moraes (PMDB), que no passado já foi excluído da CCJ após votar contra orientação do líder.
Até o final da tarde de ontem, Mauro Moraes disse que ainda não havia sido ''oficialmente comunicado'' sobre o fechamento de questão do PMDB. ''Os segmentos da sociedade que me conduziram para a Assembleia Legislativa. Devo prestar conta para eles'', argumentou. Mauro Moraes disse que não teme retaliações: ''Eu nunca fiz nenhum pedido especial ao Requião para a minha base, que é Curitiba. Na verdade, desde que me tiraram da CCJ, acho que já fui meio excluído'', conta ele, que, contudo, admitiu que pode recuar caso receba um ''ofício'' sobre o fechamento da questão. (C.S.)

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