Curitiba - Apesar do governador Roberto Requião (PMDB) ter anunciado semana passada que iria suspender editais de licitação com indícios de irregularidades, os casos ainda devem ser analisados pela Casa Civil. As licitações são referentes a obras em escolas. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) informou que ontem, durante reunião do Conselho Revisor de Preços, foi elaborada uma lista com sugestões à Casa Civil. As licitações ainda não foram canceladas porque não haveria certeza se os supostos indícios de fraude de fato podem configurar irregularidade. Também não há certeza agora quanto ao número de licitações sob suspeita.
A Seop foi quem alertou o governador Requião sobre a suspeita de concluio entre as empresas. Na ''escolinha'' de terça-feira passada, Requião anunciou sua decisão em suspender as licitações. ''Ao Ministério Público, faço um apelo para que intervenha nesse processo, investigando essa maravilhosa coincidência em que três ou quatro empreiteiras apresentem o preço máximo para que outra ganhe a concorrência com um desconto de 0,25%. Quando uma concorrência real se estabelece, temos descontos de até 30%'', afirmou Requião, naquela ocasião.
Até agora, o Ministério Público ainda não se manifestou sobre o assunto. O MP também não havia recebido, até ontem, nenhuma solicitação formal do governo do Estado para eventualmente dar início a um processo de investigação. Responsável por casos do tipo, a promotora de Justiça Terezinha de Jesus de Souza Signorini, à frente do Centro de Apoio às Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público, está de férias até o final do mês.
Informação divulgada na semana passada pelo próprio governo do Estado apontava indícios de irregularidades em 15 licitações.

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