Curitiba - Parte dos 38 itens problemáticos no Estado, segundo relatório parcial da equipe de transição de Beto Richa, diz respeito a decisões mais recentes, tomadas na gestão Pessuti (PMDB) Segundo a equipe de transição, houve ''gastos injustificados'' Eles se referem, por exemplo, à publicação de editais de licitação, num total de R$ 25 milhões, de obras de rodovias de acesso ao Porto de Paranaguá
''A Lei de Responsabilidade Fiscal é clara: no final do mandato, despesa nova só é permitida quando há a correspondência em dinheiro'', afirmou Luiz Eduardo Sebastiani, que também integra a equipe de transição
Outro item alvo de críticas foi o conjunto de licitações da Companhia de Informática do Paraná (Celepar) Os valores comprometidos chegam a R$ 200 milhões e foram considerados altos
A equipe de transição reforça que a situação é ''grave'' Eles acreditam, por exemplo, que o pagamento de ICMS da Copel, que só será realizado no próximo ano, já tenha sido contabilizado pelo Estado para que o décimo terceiro salário dos servidores fosse viabilizado
Mas, apesar dos problemas de caixa, a nova gestão promete não incluir na cota da saúde gastos, por exemplo, com saneamento, uma das polêmicas da gestão Requião (PMDB) Para cumprir o mínimo de 12% da receita corrente líquida somente em despesas consideradas de fato ligadas à área da saúde (na definição do Conselho Nacional de Saúde), a equipe de transição admite que terá que procurar mais R$ 356 milhões no caixa (C S )

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