Licitações da Sanepar poderão ser revistas
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terça-feira, 12 de novembro de 2002
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As licitações da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) também foram questionadas ontem pela equipe de transição de Requião. O PMDB diz que vai suspender os contratos de licitações do Paranasan para esgoto sanitário e captação e tratamento de água no sul da Região Metropolitana de Curitiba. O financiamento do programa está acertado com um banco japonês, que financiará 60% das obras, num valor total de US$ 390 milhões.
O presidente da Sanepar, Carlos Teixeira de Freitas, não recomenda a suspensão das licitações. Ele falou que qualquer suspensão neste momento poderá atrasar as obras em um ano. ''São obras de grande responsabilidade. Não vejo razão para suspendê-las'', reforçou Ingo Hubert, secretário de Estado da Fazenda e porta-voz da equipe de transição de Lerner. As obras previstas no Paranasan aumentariam de 70% para 85% a abrangência da coleta e tratamento de esgoto na região metropolitana.
O deputado estadual Orlando Pessuti disse que antes de tomar qualquer decisão oficial, os técnicos da equipe de Requião irão analisar os contratos de licitação e os documentos repassados pelo grupo lernerista. Até o dia 5 de novembro, será tomada uma decisão final. ''A decisão de Requião é a de suspender as licitações de 2003. Estamos colhendo dados e informações sobre o tema. A equipe técnica vai analisar isso. Somente depois da análise é que tomaremos e anunciaremos uma decisão final sobre o tema'', prometeu.
Para hoje está prevista uma nova reunião das duas equipes. Em pauta, o Paraná Cidade e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano.


