Curitiba - O presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Marcos Isfer, esteve na Câmara de Curitiba, ontem, para explicar aos vereadores a planilha de custos do transporte coletivo. O maior questionamento da oposição era com relação aos cálculos utilizados para o reajuste da tarifa, que passou de R$ 1,90 para R$ 2,20, no início do ano.
Foi disponibilizada para todos os presentes a planilha de custos de todos os serviços oferecidos pela Urbs. Na ocasião, Isfer garantiu que irá agilizar a licitação do transporte coletivo. ''Estamos próximos de empossar o Conselho Municipal do Transporte que irá acompanhar o certame, em seguida acontecerão as audiências públicas, depois a divulgação do edital para então iniciar o processo de licitação. Acredito que até metade ano teremos começado'', afirma.
Derosso avaliou positivamente a presença do presidente da Urbs. ''Ainda restaram algumas dúvidas, em função do pouco tempo que tivemos para abordar todos os aspectos, mas acho que satisfez o propósito. O Isfer se prontificou a elaborar um detalhamento para sanar essas dúvidas'', explica.
Para o vereador da oposição Pedro Paulo (PT), as explicações de Isfer não convenceram por completo. ''O tempo foi muito curto e a planilha de custos não é totalmente transparente. Ela traz apenas os gastos gerais, não especifica todos os valores e não explica a metodologia de alguns cálculos como, por exemplo, a previsão de manutenção dos veículos, que estaria desatualizada'', avalia.
''A explicação apresentada não justifica a tarifa dos ônibus atual. Pelo cálculo apresentado pelo Isfer, o valor já estaria em R$ 2,27, ou seja, já existe um déficit. Acredito que a auditoria, que vem sendo feita pelo Ministério Público Estadual, irá trazer mais respostas para essas questões'', diz Paulo. O vereador informou, ainda, que irá defender a criação de uma comissão especial na Câmara de Vereadores para acompanhar o processo de licitação e a gestão do transporte público coletivo na Capital.
Protesto
A sessão foi interrompida por cerca 15 minutos quando estudantes presentes no plenário começaram uma manifestação em prol do passe livre. De acordo com o presidente da Câmara, Luis Claudio Derosso (PSDB), a confusão se deu porque os jovens quiseram colar cartazes e faixas nas paredes do prédio, o que não é permitido.

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