Atendendo pedido do prefeito eleito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) não vai fazer este ano a licitação para o serviço de coleta do lixo domiciliar. Desde que assumiu o cargo, em agosto, nomeado pelo ex-prefeito José Joaquim Ribeiro (sem partido), o presidente da companhia, Octávio Cesário Pereira Neto, vinha estudando alterações no edital publicado pelo prefeito cassado Barbosa Neto (PDT).
Com teto de R$ 121 milhões para um contrato de cinco anos, incluindo, além da coleta, serviços como varrição, lavagem do calçadão e atividades de limpeza pública, o edital foi suspenso pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná em abril deste ano e, meses depois, a 2 Vara da Fazenda Pública tomou decisão semelhante.
''Vamos anular esta licitação. A Procuradoria Jurídica está notificando as empresas que retiraram o edital e assim que terminar o prazo para recurso, em cinco dias, devemos publicar a anulação'', explicou Cesário. Para ele, as decisões da Justiça de Londrina e do TC são fundamentos suficientes para impedir que a concorrência prospere.
Segundo ele, a intenção era cancelar o processo e deixar um edital pronto para o próximo governo. ''Porém, a equipe de transição do Kireeff nos pediu para não fazermos a licitação. Eles têm um modelo diferente e queremos colaborar para que tenham sucesso na administração'', comentou. ''Seria falta de respeito não atender a esse pedido.''
Como o contrato emergencial com a MM, empresa da Bahia que hoje faz o serviço de recolhimento do lixo doméstico, vence em 28 de dezembro, a CMTU prepara uma cotação de preços para contratar emergencialmente uma empresa por seis meses. ''É o tempo para o novo governo concluir a licitação.''

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