Quatro propostas foram apresentadas ontem na licitação que vai definir a empresa que vai fazer a coleta de lixo domiciliar, varrição de ruas e outros serviços de limpeza pública em Londrina pelos próximos cinco anos. Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pelo processo, a Visatec, a MM, a Heleno & Fonseca e um consórcio composto das empresas Ecosystem e Paviservice participam do certame.
Os valores das propostas não foram divulgados. A partir de hoje, a comissão de licitação começa a analisar a documentação das empresas participantes. Não foi informado prazo para a definição da vencedora.
A ong Meio Ambiente Equilibrado (MAE) e o Observatório de Gestão Pública de Londrina questionam o edital de licitação. A MAE alega que o texto não foi discutido com a sociedade. O pedido de suspensão da concorrência não foi aceito pela CMTU. ''Vamos agora estudar o caso e devemos entrar com ação (na Justiça)'', disse ontem Camilo Vianna, advogado da ong.
No ano passado, o processo havia sido suspenso pela Justiça. Só foi retomado no início deste ano, quando o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná derrubou a liminar que havia sido obtida pelo Ministério Público (MP).
O edital, com valor máximo de pouco mais de R$ 121 milhões, prevê a contratação de sete serviços de limpeza pública em Londrina: coleta do lixo domiciliar, varrição de ruas, instalação de contêineres, lavagem de ruas, limpeza de feiras livres, educação ambiental e limpeza do mobiliário urbano. Os dois primeiros, somados, representam quase R$ 100 milhões do valor máximo do edital.
Das empresas que apresentaram propostas ontem, três prestam serviços atualmente em Londrina. A MM realiza a coleta de lixo domiciliar, a Ecosystem presta serviços de coleta de lixo reciclável e a Visatec faz roçagem, capina, limpeza de lagos e raspagem de meio-fio.
A contratação da MM, realizada por dispensa de licitação em 2009 e renovada quatro vezes, está sendo questionada na Justiça pelo Ministério Público por suposto favorecimento. A Ecosystem também é citada porque teria apresentado proposta apenas para dar aparência de legalidade ao processo de contratação da MM, segundo o MP.

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