Licitação de uniformes pode ter sido fraudada
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público diz ter ''fortes indícios'' de que a licitação em Londrina para a compra de uniformes escolares para este ano foi fraudada por suposto acerto entre duas empresas já denunciadas por irregularidades pelo Ministério Público (MP) na aquisição feita em 2011: a G8 e a Iridium, que têm o mesmo número de telefone e cujos sócios poderiam ter ligação.
A Iridium havia apresentado a melhor proposta de preços, mas, quando apresentou as amostras dos produtos, foi desclassificada por falta de qualidade. Outras empresas foram desclassificadas e a vencedora do maior lote da licitação - camisetas, calças, bermudas e jaquetas ao custo de R$ 6,7 milhões - foi a G8, com preço 130% superior ao oferecido pela Iridium. ''Outras empresas podem ter participado do conluio'', afirmou a promotora Leila Voltarelli. ''São fortes os indícios da frustração da licitude do procedimento licitatório.''
O secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, disse que a Controladoria-Geral do Município (CGM) apontou as mesmas irregularidades a que se refere o MP, porém, o conteúdo do relatório somente lhe foi entregue anteontem. ''O relatório está pronto desde março e, se a CGM tivesse nos informado naquela data, obviamente não teríamos efetivado a compra'', criticou Reali. Até agora, a G8 entregou apenas os uniformes de verão. A autorização para a entrega foi dada em abril. O controlador Hélcio dos Santos não foi localizado ontem em seu telefone celular.
A Iridium e outras cinco empresas são acusadas pelo MP de terem fornecido orçamentos falsos para embasar a compra de uniformes em 2011, sem licitação, através de ''carona'' em ata de registro de preços da Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP). Fábio Reali, que conhecia essas informações, disse que a comissão de licitação não teria como impedir a participação das empresas na licitação porque não há previsão legal para isso. ''Não há mecanismos para isso.'' Reali afirmou que está analisando que providências tomar sobre a suposta fraude no procedimento.
Ontem a ex-secretária de Educação Karin Sabec foi ouvida pelo MP sobre a compra. Ela estava acompanhada do advogado Maicon Castilho e não deu entrevista.


