A Prefeitura de Londrina adiou novamente o pregão presencial para a contratação de mão de obra para o fornecimento da merenda nas escolas municipais. De acordo com o secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, uma das empresas concorrentes apresentou, horas antes da abertura do procedimento, marcado para às 15 horas de ontem, um ''pedido de esclarecimento sobre itens que compõem o edital''. Sem dar os detalhes do pedido, ele informou que não seria possível responder ''adequadamente até o horário do pregão'' e por isso uma nova data será agendada, ''para daqui a, no máximo, dez dias''.
Reali não soube dizer quantas empresas participariam do pregão. Inicialmente, a disputa deveria ter ocorrido no dia 8 de fevereiro, porém, a data foi alterada para que a prefeitura fizesse correções no número de postos de trabalho constantes no edital. Na sequência, houve novo adiamento do pregão, que seria dia 13 de fevereiro, porque a Secretaria de Gestão Pública elevou o valor máximo do certame, de R$ 9,2 milhões para os atuais R$ 11,2 milhões. Na ocasião, Reali disse à FOLHA que houve aumento de salários das merendeiras e o acréscimo de alguns postos de trabalho.
Enquanto isso, a empresa J.Coan - suspeita de integrar um cartel nacional de empresas que preparam alimentação escolar - continua executando o serviço em Londrina. Segundo o secretário, não deve ser necessário renovar o contrato com a J.Coan. ''Creio que não vai ser preciso, vamos abrir o pregão a tempo, mas garanto que não vamos deixar faltar merenda nas escolas.'' As aulas começaram há pouco mais de um mês.
O Ministério Público recomendou que o contrato com a J.Coan fosse rescindido e que a empresa fosse impedida de participar da nova licitação uma vez que a disputa que ela venceu - em 2011 - teria sido fraudada. O caso ainda está sendo investigado pelo MP. A recomendação foi no final de setembro e Reali argumenta que não houve tempo hábil para preparar uma nova licitação antes do início das aulas e do vencimento do contrato com a J.Coan.

mockup