Curitiba - O ex-governador do Paraná Orlando Pessuti (PMDB) se apresentou segunda-feira à Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), onde é funcionário desde 1979, mas na prática ele ainda não voltou ao trabalho. É que o peemedebista optou por usufruir da chamada ''licença-prêmio'', o que permitiu a ele tirar agora 42 dias de folga. A licença-prêmio a todos os funcionários da Emater foi extinta em 2007, a pedido do Tribunal de Contas (TC) do Estado, mas ela foi dada a Pessuti porque se levou em consideração o período em que o benefício ainda vigorava. O gerente de recursos humanos da Emater, Antonio Celso de Souza, enfatizou à Reportagem que a mesma regra é válida a todos os demais funcionários.
A licença-prêmio significa uma folga de três meses a cada dez anos de Casa, mas, no caso de Pessuti, o afastamento é de 42 dias, pois é proporcional ao período que vai de agosto de 2002 a abril de 2007, quando o benefício foi extinto. Antes de agosto de 2002, Pessuti não usufruiu de duas licenças-prêmio, uma referente aos anos de 1982 a 1992 e outra de 1992 a 2002. Ao se apresentar na Emater na última segunda-feira, ele teve direito a recuperar quase cinco anos, de agosto de 2002 a abril de 2007, para contar no cálculo da licença-prêmio.
O gerente de recursos humanos da Emater não soube explicar o motivo que levou o Tribunal de Contas a determinar o corte da licença-prêmio. A assessoria de imprensa do TC também não soube esclarecer, mas fez referência a um acórdão do órgão no qual o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas argumenta que tal benefício é vedado pela Constituição do Estado, de 1988.
Pessuti se licenciou da Emater pela primeira vez no início da década de 80 para exercer mandatos públicos. Ele espera ganhar um cargo no segundo escalão do governo federal.

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