Licença branca é para aguardar relatório da comissão
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terça-feira, 06 de janeiro de 1998
Curitiba 
Os 30 dias de licença branca pedidos pelo ex-secretário da Agricultura Hermas Brandão ao presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), coincide com o prazo da comissão especial de deputados designada para acompanhar o caso Faxinal para emitir o parecer. A comissão se reúne amanhã para definir os rumos dos trabalhos, emperrados com os feriados de final de ano.
Até agora, quatro pessoas foram ouvidas pelos deputados: o presidente do Sindicato Rural de Faxinal, Osvaldo Castro, autor da denúncia; o relator da comissão de investigação da Câmara Municipal, vereador Arildo Castro (PT); o motorista que teria transportado as 62 cabeças de gado vendidas por Brandão para a família do deputado Milton Pupio (PTB), Isaias Boaventura da Silva; e o funcionário da Macarrão Jandaia, Genivaldo Cavalin.
O relator da comissão, José Tavares (PTB), diz que os depoimentos são insuficientes para embasar um relatório sobre o caso. O que o motorista deixou muito claro é que havia uma comercialização de gado entre o secretário e a família Pupio, interpreta o deputado. Segundo ele, falta ainda o depoimento do ex-prefeito de Faxinal Dirceu Dutra Guerra (PDT). Brandão e Milton Pupio, vamos deixar para o final, afirma Tavares. (L.D.)


