ParisO senador liberal Jean-Pierre Raffarin, 53, foi nomeado primeiro-ministro ontem pelo presidente reeleito, Jacques Chirac, pouco depois da renúncia do socialista Lionel Jospin, anunciou o Palácio do Elysée.
Chirac, 69, venceu domingo, no segundo turno, o candidato da extrema direita, Jean Marie Le Pen, com 81,96% dos votos, contra 18,04%, tornando-se o presidente eleito com maior porcentagem na V República.
O novo premier de Chirac chegou na manhã de ontem no Palácio do Elysée, após a renúncia de Jospin, eliminado no primeiro turno das eleições presidenciais, em 21 de abril. Raffarin, até então não muito conhecido no microcosmo político francês, é o típico político de campo e sua missão durante a campanha eleitoral foi a de defender ‘‘a França contra as elites’’. O senador Raffarin foi responsável pelas pequenas e médias empresas durante o governo do premier Alain Juppé (1995-97) e fundador dos clubes ‘‘chiraquianos’’ Iniciativa e Diálogo.
Alivio e preocupaçãoVários representantes da União Européia (UE) expressaram sua satisfação pela vitória do presidente francês Jacques Chirac no segundo turno das eleições presidenciais, embora também tenham manifestado a ncessidade de uma reflexão na classe política para fazer frente à intolerância. ‘‘O povo francês mostrou mais uma vez que esta nação está no coração da Europa. As políticas extremistas e isolacionistas de Jean-Marie Le Pen foram rechaçadas em bloco’’, declarou o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, em referência ao outro candidato presidencial.
Extrema-direitaO líder da extrema-direita francês Jean Marie Le Pen não alcançou seus objetivos nas eleições de domingo, mas a extrema-direita se instalou no mapa político francês e se posiciona agora como eventual árbitro nas legislativas de junho próximo. Minimizando a amplitude de sua derrota, o chefe da extrema-direita, finalista inesperado da corrida à presidência, indicou claramente que o próximo combate será nas legislativas, previstas para 9 e 16 de junho. Le Pen anunciou a ‘‘reconquista’’ do eleitorado, conclamando seus partidários a se lançarem à batalha legislativa para garantir representantes na Assembléia Nacional (Câmara de Deputados).
Le Pen informou que vai liderar seu partido na batalha, mas que não será candidato.

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