Liberado empresário suspeito de oferecer propina a vereador
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná concedeu ontem habeas corpus ao empresário Anderson Fernandes, dono da Sanderson Imóveis, preso sexta-feira. Ele deixou a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) no final da tarde. A decisão liminar é do desembargador Lidio José Rotoli de Macedo, que acatou o argumento da defesa de que houve ''constrangimento ilegal'' contra o empresário.
Fernandes é suspeito de corrupção porque estaria, segundo investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), acertando o pagamento de propina, no valor de R$ 40 mil, ao vereador Roberto Fú (PDT), para garantir arquivamento do projeto de lei do pedetista que revoga a Lei da Muralha. O suposto crime beneficiaria um empreendimento de Fernandes que está sendo construído na Zona Sul de Londrina. O local seria futuramente alugado para o Grupo Muffato.
A defesa aponta, ainda, no pedido de habeas corpus, que a prisão não teria fundamentação porque está ''baseada em gravação clandestina e editada por Roberto Fú, sendo que não existe interceptação telefônica''. O advogado Walter Bittar disse à FOLHA que ''pelo menos o que eu ouvi são gravações entrecortadas e não dá para identificar o que é''. Ele disse que ''os fatos não são como o Fú disse''. A denúncia da suposta corrupção foi levada ao Gaeco pelo vereador, que gravou algumas conversas com Fernandes.
O TJ, no entanto, indeferiu outro pedido feito pela defesa, que é o reconhecimento da ''incompetência do juiz (Katsujo Nakadomari) que decretou a prisão temporária'' do empresário. Na petição, a defesa alega que teria ocorrido ''tentativa de distribuição dirigida'' do pedido de prisão ao juiz, ''em clara distorção à livre distribuição dos expedientes''. Segundo o relator do TJ, ''os impetrantes não trouxeram aos autos elementos idôneos eficientes a demonstrar ter havido direcionamento na distrubuição do feito''.
Fernandes esteve no Gaeco na segunda-feira, mas ficou em silêncio durante o depoimento. O promotor Cláudio Esteves iria avaliar a decisão do TJ para se manifestar.


