Lerner viaja para a Suíça e Emília assume o governo
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terça-feira, 09 de setembro de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
O governador Jaime Lerner (PFL) vai ficar fora do País de hoje até sábado. Até o final da tarde de ontem o Palácio Iguaçu ainda não havia encaminhado o pedido de autorização da viagem à Assembléia Legislativa. Lerner embarca logo mais para Lousanne, na Suíça, com o secretário do Esporte e do Turismo, Osvaldo Magalhães dos Santos.
Eles vão pedir o aval do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antonio Samaranch, aos Jogos Mundiais da Natureza, marcados para o próximo dia 27 de setembro. E que até dias atrás estavam ameaçados de serem transferidos por um atraso nas obras.
A vice-governadora Emília Belinati (foto), do PDT, assume o Palácio Iguaçu pela 21 ª vez e não pretende durante essa interinidade anunciar o seu destino partidário, que ao que tudo indica deve ser mesmo o PTB. A vice fica ocupada até sábado, data prevista para o retorno do governador, com os desdobramentos políticos provocados pelas invasões de terras ocorridas no Estado nos últimos dias.
Lerner deixa o governo em meio a um momento de tensão no campo, agravado com novas ocupações na região de Nova Cantú, no último final de semana, e com o tiroteio travado entre invasores e fazendeiros em Jundiaí do Sul, no sábado. Fazendeiros, o MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e as lideranças políticas do Estado cobram uma posição do Executivo.
A audiência de Lerner com Samaranch será amanhã às 16 horas. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, também os acompanha. Segundo o secretário do Esporte e Turismo, o governador faz questão de convidar pessoalmente o dirigente do Comitê Olímpico Internacional para o evento. Vamos detalhar o projeto dos jogos, diz.
A apresentação do projeto vem em cima da hora. Pouco mais de 15 dias antes do início do evento, que vai até o dia 5 de outubro próximo. Oitocentos atletas de 55 países já confirmaram presença. Precisamos do aval do COI, já que os Jogos da Natureza ocorrerão de quatro em quatro anos. Precisamos do apoio dos organismos oficiais, avalia Magalhães dos Santos.


