O governador Jaime Lerner deve divulgar na semana que vem os resultados da auditoria interna do Banestado que investiga denúncias contra a Banestado Leasing, durante a gestão do ex-diretor e atual secretário do Esporte e Turismo, Osvaldo Magalhães dos Santos. A garantia é do secretário da Fazenda e presidente do Conselho Administrativo do Banco, Giovani Gionédis, que já tem em mãos cópia da primeira parte do relatório final, que trata das ‘operações de risco’ e das supostas ‘propinas’ pagas a funcionários da Leasing que facilitaram os financiamentos para algumas empresas.
‘‘Ainda não posso acusar ninguém por uma questão de cautela, temos de respeitar o direito de defesa, mas o governador foi bastante claro ao determinar que apuremos todas as responsabilidades’’, sinaliza o secretário. Gionédis recebeu o relatório do presidente do Banco, Manoel Garcia Cid (Neco Garcia), na última segunda-feira. Ontem, Garcia passou o dia reunido com os conselheiros da Leasing avaliando o impacto do relatório.
As denúncias envolvendo as ‘operações de risco’ podem desaguar em até 15 processos administrativos. É o que admite a própria direção do Banestado, que já confirma o afastamento de sete pessoas, sendo que três delas são gerentes e quatro operadores. Dos 15 processos, 11 já foram instaurados pela auditoria interna. Três julgados em primeira instância pelo Comitê de Disciplina, resultando em demissões. De acordo com o Banestado, todos aguardam decisão de recurso.
O ex-diretor da Banestado Leasing, Osvaldo Magalhães dos Santos, voltou a negar ontem à Folha participação no esquema, que teria beneficiado empresas do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Sergipe. ‘‘Se havia propinas na jogada eu estava fora. Quando assumi o cargo, era o único que não era funcionário de carreira do Banco e não tinha varinha mágica para adivinhar’’, reage. Segundo o secretário, a política operacional da Leasing, vigente desde 1990, ‘‘sempre foi bastante rígida’’. (L.D.)

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