Lerner: união PFL-PSDB permanece
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Rosane Henn Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Jaime Lerner (PFL) afirmou ontem que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que obriga os partidos a repetirem as mesmas coligações nacionais nos estados, não vai interferir na aliança do seu partido com o PSDB no Paraná para disputar a chefia do Executivo nas eleições de 6 de outubro. Lerner acredita que o governo federal chegue a um consenso quanto à candidatura presidencial com os partidos que dão sustentação a Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Hoje a vaga é disputada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), e pelo ex-ministro da Saúde José Serra (PSDB).
O governador disse que a decisão do TSE ainda precisa ser metabolizada pela sociedade porque pegou todo mundo de surpresa. A mudança, de acordo com ele, foi inesperada e casuística, e terá que ser melhor analisada pelos partidos. Ele criticou a decisão do TSE porque foi tomada com o processo eleitoral em curso, mas não acredita que ela seja revertida, como quer a maioria dos partidos políticos.
Lerner garantiu que no Estado, a aliança PSDB-PFL será mantida. Pela decisão do TSE o acordo somente será possível, no entanto, se Roseana ou Serra abrirem mão da candidatura própria. Caso contrário, PSDB e PFL não poderão dividir o mesmo palanque no Paraná. A chapa que está sendo costurada pelo governo paranaense prevê o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, como candidato à sucessão de Lerner e, como vice, um nome de consenso a ser indicado pelo PFL. Mas dois pefelistas insistem na tese de candidatura própria. O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, e o deputado federal Rafael Greca, querem disputar a eleição como cabeça de chapa.
O governador garantiu que não tem candidato próprio e que vai apoiar o nome que reunir maior condições para a disputa. Ele defende a tese de manutenção do acordo, ainda que a aliança seja feita informalmente, que configuraria num acordo branco entre as siglas que dão sustentação política ao atual grupo no poder.
Lerner reafirmou, ainda, que não pretende abandonar o comando do processo sucessório no Estado e garantiu que será o guardião da aliança, que na sua opinião é fundamental que seja mantida para garantir a governabilidade do Estado.
Até o final da tarde de ontem, a executiva nacional do PFL ainda não havia repassado nenhuma orientação sobre a mudança determinada pelo TSE ao governador.


