Lerner teria vantagem no 1º turno
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segunda-feira, 23 de junho de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
Pesquisa estimulada feita pelo instituto Exatta/Gepetto em Foz do Iguaçu, entre os dias 9 e 11, aponta uma disputa acirrada para a sucessão do governador Jaime Lerner (PDT) na região. A diferença do último colocado na pesquisa, o senador Roberto Requião (PMDB), e o primeiro, o atual governador, é de apenas 7,5%.
Segundo a pesquisa, se a eleição fosse hoje o governador Jaime Lerner venceria a eleição em Foz do Iguaçu com 31,3% dos votos, seguido do presidente da Telepar, Álvaro Dias, com 29,8%, e Roberto Requião com 23,8%. Os votos indecisos somariam 8,3% e 7% anulariam o voto.
Num possível segundo turno entre Lerner e Álvaro, a disputa se mostra acirrada. Nessa hipótese, Álvaro venceria, com 43%, e Lerner ficaria com 41,3%. Nulos e indecisos, nesta simulação, somam 15,7%.
Se o segundo turno da eleição fosse decidido entre Requião e Lerner, o atual governador seria reeleito. Lerner obteve 42,8% na preferência dos entrevistados contra 39,5% de Requião. Os nulos e indecisos, neste caso, sobem para 17,7%.
A disputa entre Álvaro e Requião dá vitória ao presidente da Telepar com 43,8% contra 37,5%. Votos indecisos e anulados, caso a eleição fosse hoje, somariam 18,8%.
Uma disputa simulada entre Lerner e o senador Osmar Dias (PSDB) mostra ampla vantagem para o governador. Segundo os dados da Exatta/Gepetto, Lerner receberia 53,5% dos votos dos iguaçuenses contra 24% de Osmar. Outros 22,5% disseram que não sabiam em quem votar ou anulariam o voto.
A pesquisa da Exatta Gepetto ouviu 400 eleitores, maiores de 16 anos, de forma estratificada por sexo, idade, faixas salariais/profissão e escolaridade, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A pesquisa também avaliou a popularidade do prefeito Harry Daijó (PPB) nos seis primeiros meses de mandato e os principais problemas da cidade. Entre os que avaliaram a administração como ótima e boa, Daijó obteve 42,7% de aprovação.
Segundo a pesquisa, 44,7% consideram a administração do prefeito de Foz como regular, 37,1% dizem que ela é boa e 5,6% afirmam que é ótima. Outros 6,9% acham a administração Daijó ruim e 5,6% afirmam ser péssima.
A pesquisa da Exatta/Gepetto aponta ainda os defeitos do prefeito. Para 22%, Daijó não fez nada, enquanto que a falta de indústrias é criticada por 8,5%; 4,3% reclamam da falta de segurança, 4% vêem deficiência no atendimento dos postos de saúde e 3,5% apontam lentidão no governo. Outros itens, como não cumpre promessas, falta de atenção a saúde e falta de casas populares não somaram 3%. Segundo a pesquisa, 28,2% não opinaram.


