Arquivo FolhaJaime Lerner: silêncioO governador Jaime Lerner (PFL) aproveitou o primeiro dia depois do retorno da Itália e África do Sul, ontem, para ficar na sua residência no bairro Cabral, em Curitiba. Lerner deu uma rápida passada pela manhã no Palácio Iguaçu, onde teve uma conversa com a vice-governadora Emília Belinati (PTB). A recepção organizada pela vice, no aeroporto Bacacheri, na tarde da última quinta-feira, impediu uma troca de impressões entre os dois. Emília ficou como governadora interina do Paraná durante duas semanas.
Segundo a assessoria do governador, Lerner não se reuniu com ninguém da equipe econômica do governo ontem. As conversas que evoluirão num pacote de medidas para cortar gastos e eventuais desperdícios devem iniciar somente na semana que vem. A assessoria de Lerner voltou a distribuir ontem nota oficial do Palácio Iguaçu dando conta que ninguém fala em nome do governo sobre reforma do secretariado e ajuste fiscal. Na nota, a assessoria ressalta as declarações de Lerner de que as discussões feitas por seus aliados até o momento não passam de ‘‘especulação sem cabimento’’. Durante o período em que Lerner permaneceu no exterior, os aliados tentaram marcar posição na disputa pelos cargos de primeiro escalão.
Por volta do meio dia, o governador foi informado da morte do senador do PFL, Vilson Kleinubing, de seu partido. Ele chegou a cogitar um deslocamento para o velório em Florianópolis, ontem, por volta das 15 horas. A informação da morte de Kleinubing foi repassada a Lerner diretamente pelo secretário da Comunicação, Jaime Lechinski. Ao invés de uma nova viagem, o governador do Paraná optou por um telegrama de condolências à família. (L.D)

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