O governador Jaime Lerner (PFL) ficou irritado com as declarações do presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), que, na última segunda-feira, voltou a afirmar que parte do empréstimo de R$ 1,2 bilhão pleitado pelo governo do Estado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com sede no Rio de Janeiro, será destinada para o pagamento do 13º e do salário dos servidores públicos de dezembro. ‘‘Quem disse que é para pagar o 13º?’’, perguntou Lerner, em tom de desafio, para um grupo de jornalistas ontem. ‘‘O presidente da Assembléia’’, respondeu uma jornalista.
‘‘Não vou fazer comentário de um fato que nunca aconteceu nas minhas gestões’’, declarou, em tom mais ameno. Lerner não escondia o descontentamento com as declarações de Aníbal Khury. Por volta das 16 horas, ele chamou o deputado para uma conversa no Palácio Iguaçu. ‘‘É uma conversa subjetiva’’, antecipava o presidente da Assembléia, que não recuou da tese de que sem o empréstimo do BNDES, o governo não tem como pagar o 13º do funcionalismo. ‘‘Pode-se enganar por muito tempo, mas não o tempo todo. O Brasil é uma imensa massa falida. Todos os estados estão em dificuldades’’, justificou. (C.M. e L.D)

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