Lerner rebate críticas de Requião
Kraw PenasMontadorasJaime Lerner falou para 150 empresários na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP) em Curitiba. Governador classificou proposta de Requião de demagógicaO governador Jaime Lerner (PFL) classificou de demagógica a proposta do candidato das oposições, senador Roberto Requião (PMDB), de dar para os pequenos e médios empresários do Paraná os mesmos incentivos fiscais concedidos às montadoras de automóveis. A lei é igual para todos. Isso é mais um discurso demagógico do nosso adversário, acusou ontem o governador em palestra a uma platéia de 150 empresários, na sede da Associação Comercial do Paraná, em Curitiba, a convite do coordenador do Conselho Político da entidade, Marcos Domakoski.
Vim aqui para colocar tudo em pratos limpos. Quem inventou um Ferreirinha não pode sofismar sobre a realidade do Paraná, disse Lerner ao rebater as acusações feitas pelo candidato das oposições na ACP, no dia 18 de agosto. Recuperando-se de uma pneumonia, Lerner afirmou que enquanto o regime de pequenas e micro-empresas, desenvolvido no governo Requião, alcançou 79 mil empresas paranaenses, o seu governo, com o programa Simples, beneficiou 109 mil.
O programa Paraná Mais Emprego cresceu 600%. No governo anterior, movimentou R$ 109 milhões e no meu, o volume já chega a R$ 1,25 bilhão, contabilizou. Lerner assinalou aos os empresários que o crescimento das pequenas e médias empresas está vinculado com o das grandes. É o caso das montadoras de automóveis que trazem outras menores, exemplificou o governador. Ele convidou os empresários a participarem hoje da solenidade que oficializa a criação da Agência de Desenvolvimento.
Lerner disse que herdou duas bombas do governo anterior. Uma delas foi a transferência de 50 mil servidores celetistas para o regime estatutário, o que segundo o governador representou um prejuízo atualizado de R$ 5 bilhões. Muitos servidores se aposentaram antes, recebendo aposentadorias integrais, observou. A outra bomba citada pelo governador foi o arrocho salarial que Lerner acusa o governo anterior de ter deixado.
O outro governo repassou para nós a aplicação de um aumento de 16%, o que pulou o nosso comprometimento de receitas com folha de pagamento de 62,85% para 72,9%, disse. Lerner fez um balanço dos gastos com os servidores ano a ano do seu governo, bem como um levantamento geral dos gastos com publicidade, um dos principais motes da campanha da oposição. Dos R$ 334 milhões contabilizados pelo Tribunal de Contas, Lerner disse que 40% foram para publicidade do Banestado, Copel e Sanepar.
O mercado exige uma política agressiva de marketing, justificou. O governador informou ainda que 8% do total foi aplicado em publicidade legal; 32% em campanhas de utilidade pública como vacinação e combate à Aids; 20% em peças institucionais. Os números não podem ser comparados com os do governo anterior, que não agia com transparência e nem sequer fazia licitações, ponderou.
O senador Requião disse de São Paulo, através de sua assessoria de imprensa, que as argumentações apresentadas pelo governador Jaime Lerner aos empresários na ACP ontem são desculpas para justificar erros administrativos de sua equipe de governo. Segundo o candidato das oposições, nem o reajuste de 16% autorizado ao final do governo Mário Pereira (PMDB) nem a transformação dos celetistas em estatutários comprometeram os cofres estaduais. (L.D.)





