O governador Jaime Lerner (PFL) classificou ontem como uma ‘‘exploração do momento eleitoral’’ as declarações de oficiais da Polícia Militar (PM) de que o Estado usa a corporação como um instrumento de marketing político. Ele admitiu ter conhecimento dos problemas vividos pela instituição, tanto salariais quanto de infra-estrutura, mas afirmou que a manifestação dos policiais somente ganhou ênfase por causa das eleições. ‘‘Este assunto teve uma ênfase maior porque estamos perto das eleições. Todas as declarações dadas neste momento acontecem por causa disto’’, alegou Lerner.
Os policiais militares apresentaram uma pauta com 18 reivindicações ao Palácio Iguaçu há cerca de quatro meses e meio. Anteontem, decidiram iniciar uma assembléia permanente em protesto pelo ‘‘descaso com que vêm sendo tratados os recursos humanos da corporação e a exploração da PM como instrumento de marketing político’’.
Entre as principais reivindicações estão a extensão dos índices de escalonamento vertical, gratificação especial para todos os policiais militares e pensionistas, criação de um plano de saúde próprio de autogestão e manutenção da isonomia salarial entre as polícias civil e militar. ‘‘O assunto é delicado e está sendo analisado com todo o respeito, carinho e dignidade’’, salientou o governador.
Os oficiais da PM aguardam para a semana que vem uma posição do Estado sobre o assunto. Os policiais ameaçam enfraquecer o policiamento durante as eleições deste ano em todo o Estado, caso não haja uma solução para o problema. (L.P.)

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