Lerner quer repetir aliança de 94
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sábado, 07 de junho de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
O governador Jaime Lerner (PDT) disse em sua passagem por Londrina que pretende manter no ano que vem a mesma aliança que o elegeu em 1994. Se não for 100 por cento, pelo menos 90 por cento, declarou. Ao que tudo indica, Lerner não deve mesmo conseguir reunir, de novo, todos os partidos da coligação Paraná Novos Caminhos. Naquela ocasião, o PDT estava coligado com o PSDB, hoje liderado no Estado pelo ex-governador Álvaro Dias, adversário político de Lerner.
Os outros partidos da coligação, PFL e PTB, devem voltar a compor com Lerner, já que ele tem convite dos dois partidos para filiação. Ele evitou falar em nomes para a vice-governador, mas demonstrou que a vice, Emília Belinati (PDT), deve ficar de fora. Ela já declarou que pretende disputar uma vaga no Senado. Fico feliz que a Emília se disponha de novo a colocar seu nome numa eleição majoritária.
Apesar de candidato à reeleição, Lerner se demonstrou irritado com a antecipação da campanha por parte dos adversários. Já virou guerra, criticou. A campanha está começando muito antes da hora, emendou, em alusão ao senador Roberto Requião (PMDB), pré-candidato.
Não posso esperar que meus adversários me mandem flores, mas eu não achava que faltasse tanta inteligência assim, repetiu Lerner, voltando a criticar Requião e Osmar Dias (PSDB) pelo bloqueio dos empréstimos do Paraná na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Os senadores condicionam a análise dos empréstimos à revelação do protocolo de intenções com a Renault. É pretexto, manobra eleitoreira e jogada de candidatos.
E se Requião critica, Lerner, já em discurso de candidato, responde. Diz que o ex-governador comprimiu os salários do funcionalismo que ele está recuperando em etapas. Ele consumiu o Fundo de Aposentadoria do Estado que tivemos que recompor, explica. Também não poupou Álvaro Dias. Esses dois governadores conseguiram esvaziar 400 milhões de dólares por ano dos cofres do Paraná por causa de perdas de ICMS relativas ao fornecimento de energia elétrica para outros estados. Como deixaram passar uma coisa dessas?
Sobre as críticas ao seu governo no interior do Estado, o governador diz que a população vai entender o momento de transformação, que já está acontecendo. Ele comemora: Com todas as críticas, em todas as pesquisas eu apareço como o governador mais popular do País. Só em uma eu fiquei em segundo.


