Lerner propõe aliança com o PSDB
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terça-feira, 02 de setembro de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
Folha de LondrinaAliadosJaime Lerner e Marco Maciel: governador e vice-presidente esperam contar com PSDB na base de apoio O governador Jaime Lerner assinou ficha no PFL ontem cobrando apoio político exclusivo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à sua reeleição em 98. Eu não poderia admitir o presidente admitiria lançar um candidato contra o governador que faz parte da sua base de apoio. A questão dos apoios é um problema do presidente e do vice-presidente, declarou.
Lerner propôs aliança com o PSDB para o ano que vem e disse que a presença do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias, seu inimigo político e pré-candidato ao governo, não deve ser empecilho. O PSDB do (Euclides) Scalco, do (José) Richa e de tantas lideranças me apoiou em 94. Por que o PSDB que hoje tem o Álvaro Dias como a sua grande liderança não pode fazer o mesmo? Por coerência deveria vir conosco. Agora, isso depende de cada partido, avaliou.
O vice-presidente da República, Marco Maciel, que veio a Curitiba para a cerimônia de filiação, disse que espera que a aliança PFL-PSDB prossiga em 98. É lógico que a questão dos estados deve ser discutida em cada Estado. Nós discutimos as questões nacionais, mas eu estimo que possamos estar juntos no ano que vem. O ideal seria que a aliança nacional pudesse se repetir a nível local. Mas tudo isso depende de conversações, completou o vice.
Para o líder do PFL na Câmara Federal, Inocêncio Oliveira, uma eventual disputa pelo Palácio Iguaçu entre Álvaro e Lerner no ano que vem é totalmente administrável. O deputado defende a neutralidade do presidente Fernando Henrique nos estados onde houver dois candidatos que integram a base de sustentação e que apóiam o governo federal.
Me parece lógico que o presidente não vai se envolver nessas disputas, avalia. Oliveira diz, no entanto, que os candidatos aliados devem, em troca, defender e aprovar a reeleição do presidente. O PFL quer que FHC apóie os dois candidatos e que não venha a nenhum dos palanques. Se vier em um, terá de subir nos dois, conclui o deputado federal.
Lerner disse ainda que muitos prefeitos e deputados pensam como ele e as direções nacionais do PFL e PSDB. Espero que isso tenha peso no PSDB. Mas eu não vou entrar em análise sobre problemas de outros partidos, sinalizou. O governador reafirmou que o PFL do Paraná está aberto a alianças e que já selou compromisso com o PTB. Desde o começo tenho me manifestado a favor desta abertura, justifica.
O governador negou o cerco armado pelo Palácio Iguaçu sobre os deputados tucanos que podem se desfiliar em massa do PSDB para uma transferência em bloco para as siglas tidas como aliadas, o PFL e o PTB. A rearrumação partidária é que está provocando isso. Eu não fui atrás de ninguém. Os deputados estaduais têm nos procurado, é natural. A eleição deles é conjunta com a nossa. Mas eu não pretendo interferir. Eles é que vão à procura de seus espaços, rebateu.


