Rosane Henn
Equipe da Folha
Curitiba - O deputado federal Abelardo Lupion, vice-presidente estadual do PFL, acredita que o governador Jaime Lerner terá que deixar o partido caso a executiva nacional decida não lançar candidato à presidência da República, nem apoiar o candidato do governo, o senador José Serra (PSDB).
Lerner, por várias vezes, já hipotecou seu apoio a Serra e no Estado tem se posicionado contra a candidatura dos dois nomes pefelistas que devem disputar a convenção do partido: o deputado federal Rafael Greca e o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski.
Para sucedê-lo no Palácio Iguaçu, Lerner defende o nome do tucano Beto Richa, vice-prefeito de Curitiba e filho do ex-governador José Richa.
Lupion garante que o PFL não vai tolerar a infidelidade partidária do governador, atitude já adotada em 1994, quando Lerner, então filiado ao PDT, deixou de apoiar o nome do seu partido à presidência, Leonel Brizola, para fazer campanha ao candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, que concorria pela primeira vez à presidência.
O vice-presidente do PFL paranaense também condena a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que na última quinta-feira decidiu manter a verticalização das alianças, ou seja, partidos de estiverem coligados para a candidatura presidencial, terão que adotar posição semelhante nos estados.
Lupion revela que a cúpula da sigla analisará nos próximos dias a viabilidade do nome do empresário e apresentador Sílvio Santos à presidência da República. ‘‘O Sílvio já disse que sai candidato se for unanimidade dentro do PFL’’, diz Lupion. As declarações do deputado foram dadas ontem durante o programa Canal Exclusivo.
O programa, apresentado em parceria com a Folha pela TV Exclusiva, vai ao ar todos os sábados às 12h30 e é reprisado hoje às 13h30. A TV Exclusiva pode ser sintonizada na TVA, pelo canal 19, ou em UHF no canal 59.

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