Lerner pode estar intervindo pelo PFL em Cascavel
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segunda-feira, 03 de julho de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Rebuliço é expressão adequada para definir o quadro em Cascavel, com a decisão do situacionista PFL de apoiar o candidato oposicionista a prefeito, o deputado estadual Edgar Bueno (PDT). O governador Jaime Lerner é atingido com a decisão dos pefelistas, pois seu rival Roberto Requião (PMDB) estará no palanque de Bueno e, portanto, do PFL. Também a base de sustentação do prefeito Salazar Barreiros é afetada, pois agora se limita ao seu PPB, PTB e PRP, que têm como candidato o deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB).
Requião teve votação maciça entre os 160 mil eleitores de Cascavel. Em sua eleição, Lerner contou com a força do PFL local; agora, vindo para a campanha de Tiago, teria que subir em palanque oposto. Preocupado, Lerner mandou ontem à tarde a Cascavel seu chefe de gabinete, Cid Campêlo, e os secretários Giovani Gionedis (Finanças) e Eduardo Sciarra (Indústria e Comércio). No início da noite, eles estavam reunidos com o presidente do PFL, ex-prefeito Jacy Scanagatta. A especulação é de que tentariam cercar Salazar para ser candidato e rifar Tiago.
Sem consenso em torno de um nome alternativo, o PFL inclinou-se a apoiar o deputado federal (suplente) Renato Silva, do PSDB, mas este desistiu da pré-candidatura horas antes da convenção, e seu partido fechou com Bueno assim como outros dez partidos, entre eles o PMDB, que indicou o vice (Leonaldo Paranhos), o PT e o PPS, além de nanicos. A alternativa para o PFL se manter no poder localmente foi aliar-se ao pedetista, provocando todo a confusão.


