Lerner pode concorrer em 2002
PROJETO
Lerner pode concorrer em 2002
POLÍTICO
Governador Jaime Lerner disse que se sente qualificado para o cargo público, e que o desafio de modernizar e transformar o Brasil o encanta
O governador Jaime Lerner (PFL) sinalizou disposição em concorrer à presidência da República, em entrevista publicada ontem pelo jornal Correio Braziliense. Me sinto qualificado para o cargo público. O desafio de fazer as coisas pelo País, de modernizar e transformar, me encanta, declarou o governador do Paraná. Lerner escolheu as palavras para não pôr em risco seu antigo projeto eleitoral.
O governador disse que o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PPS) é um homem que ele (Lerner) respeita. Assim como Mário Covas e o presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães, emendou, ressaltando que ACM tem indiscutivelmente liderança e que com certeza é o nome mais visível do PFL hoje.
Segundo Lerner, o PFL é um partido profissional. Nunca senti cerceamento àquilo que penso e faço. Mas falar de eleição seria precipitado, tangenciou. Nota publicada pelo Jornal do Brasil, também ontem, dá conta que Lerner e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, foram apontados numa reunião da executiva do PFL em Porto de Galinhas (PE) como os nomes viáveis dentro do PFL para a sucessão de FHC e que ACM não emplacaria.
Na entrevista concedida ao Correio Braziliense, Lerner fala de diversos temas, principalmente sobre o seu governo e o problema da previdência nos Estados. Lerner criticou a decisão do Supremo acabando com as contribuições dos inativos e alíquotas diferenciadas e cobrou mais ação do governo federal. Disse que deve haver uma equação de co-responsabilidade. Se nós temos um problema sério na previdência, temos que repartir o ônus. Tentar jogar nos Estados, ou tudo no Supremo, não funciona. O problema é grave, federativo, e urgente.
Lerner afirmou que, na crise, os governantes têm que investir na criatividade. Disse que nesse processo o Paraná se diferenciou e que, nos quatro anos e meio, movimentou investimentos de R$ 17 bilhões. Para Lerner, Brasília tem de ser mais generosa com os prefeitos. Quando há vontade política, a criatividade aparece. Quando se monta a equação para resolver o problema econômico, às vezes não se resolve o das pessoas. Mas, quando você resolve o problema das pessoas, resolve os dois.(L.D.)





