Arquivo FolhaLerner: recuo do 3º para 4º O governador Jaime Lerner (PFL) e o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL), caíram uma posição no ranking dos melhores administradores do Brasil, apontados pelo Instituto Datafolha e cuja lista foi divulgada ontem pelo jornal ‘‘Folha de S. Paulo’’. Lerner desceu de 3º para 4º lugar, e Taniguchi de 1º para 2º, comparando-se com a última sondagem feita pelo Instituto entre 18 e 20 de junho de 97.
O índice de aprovação do governo - que vai de ótimo a bom - baixou de 63% para 55%, enquanto que a rejeição a Lerner - ruim e péssimo - subiu de 8% para 11%. A pesquisa do Datafolha ouviu 1.048 pessoas em todo o Estado, 440 em Curitiba, e foi feita de 15 a 17 de dezembro passado. O governador obteve a nota 6,6, mas ficou atrás de Maguito Vilela (PMDB), de Goiás; Tasso Jereissati (PSDB), do Ceará; e Paulo Souto (PFL), da Bahia.
Taniguchi registrou crescimento de 49% para 59%, o que não foi suficiente para manter-se na frente do prefeito de Salvador, Antonio Imbassahy (PFL), apontado como o melhor administrador municipal. O prefeito de Curitiba recebeu nota 6,7 e a taxa de rejeição ficou em torno 11%. Atrás dele ficou o prefeito de Goiânia, Nion Albernaz (PSDB), com 51% de aprovação e 13% de rejeição da população.
Arquivo FolhaTaniguchi: mais 10 pontos
Para a governadora em exercício, Emília Belinati (PTB), a queda do governador Jaime Lerner se deve à ‘‘turbulência política’’ vivida em 97. ‘‘Fechamos o ano com dificuldades. Mas o que temos de levar em conta é que o governo tem a aprovação absoluta das pessoas’’, analisou positivamente. Quanto à gestão de Taniguchi, Emília diz que a ‘‘discrição’’ e ‘‘o respeito à população’’ aumentaram a sua credibilidade.
O presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), concorda com a vice e diz que o ano passado foi ‘‘o inferno astral do governo’’. ‘‘Neste ano as coisas vão melhorar’’, aposta. Khury não acredita que a troca do PDT pelo PFL interferiu no resultado do Datafolha. ‘‘Os resultados administrativos (obras a serem inauguradas) vão elevar o percentual. O que falta é uma reciclagem política’’, ressalva o deputado, que não aprova a forma como o governador conduz politicamente o seu governo, mas não deixa de dar sustentação política a Lerner.
O bloqueio dos empréstimos externos no Senado e a CPI dos Precatórios foram os itens apontados pelo vice-prefeito de Curitiba, Algaci Túlio (PTB), como responsáveis pelo rebaixamento de Lerner no ranking. ‘‘O governo reagiu muito tarde a isso e houve um desgaste natural junto aos eleitores e à população paranaense’’, observa. O crescimento de 10% na aprovação da gestão municipal vem, segundo Túlio, ‘‘de um intenso trabalho junto à periferia’’.
O staff de Cássio Taniguchi analisava a oscilação do prefeito no Datafolha como uma vitória. De acordo com a avaliação, Taniguchi perdeu posição mas cresceu em popularidade junto aos curitibanos, já que em 96 foi eleito com 50,5% dos votos. ‘‘Foi a melhor notícia que poderíamos receber neste começo de ano’’, disse o prefeito através de sua assessoria. Taniguchi passou as festas do final de ano em Florianópolis (SC) e soube do resultado da pesquisa na praia. O seu retorno estava marcado para ontem à noite. (L.D.)

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