Curitiba - O governador Jaime Lerner (PFL) reassumiu ontem a chefia do Poder Executivo, depois de uma semana em Nova York (EUA). Defensor da candidatura do presidenciável José Serra (PSDB), Lerner preferiu não comentar a posição do presidente nacional de seu partido, o senador licenciado Jorge Bornhausen, que defende a substituição de Serra por outro nome tucano. A estabilidade do presidenciável como candidato está ameaçada por denúncias veiculadas pela revista Veja.
Pelo menos duas pendências aguardam decisão de Lerner. Uma delas é a definição do novo titular da Secretaria do Planejamento. Ele não anunciou ontem o novo secretário, como era esperado no meio político. O responsável pela pasta, Miguel Salomão – que acumula a presidência da Paraná Previdência –, deixa o governo para se dedicar a um projeto do Banco Mundial em Angola, na África.
Além da escolha de secretário, a cúpula do PFL estadual quer ouvir Lerner antes de bater o martelo e definir a postura do partido nas eleições de outubro. O partido está dividido entre uma candidatura própria ou o apoio ao pré-candidato do PSDB, o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa. O governador prefere apoiar os tucanos.
O governador costura uma ampla aliança para fazer seu sucessor, envolvendo PFL, PSDB, PPB, PSL e até PTB. Este, por força de pré-acordo nacional, está obrigado a dar respaldo ao nome do PDT ao governo, o senador Alvaro Dias.
O chefe da Casa Civil, Guaraci Andrade, está encarregado de organizar o encontro entre Lerner e os pefelistas. A reunião tem que acontecer antes da próxima segunda-feira, quando o partido deve anunciar sua posição.

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