Leandro Donatti
De Curitiba
O governador Jaime Lerner (PFL) tentou até onde pôde buscar a conciliação e meio-termo entre o prefeito Antonio Belinati e deputado federal Alex Canziani. Mas a influência política da família Belinati e as relações políticas entre a vice-governadora, Emília Belinati (PTB) e o governador, falaram mais alto. Lerner fez a opção pelo prefeito há cerca de dois meses. O governador não viu outra alternativa senão abrir o diretório para Belinati. Lerner aposta na reeleição do prefeito.
A manutenção de Alex como secretário do Emprego e das Relações do Trabalho tornou-se insustentável, na avaliação do governo. Além da pressão da cúpula do PSDB, a nova sigla de Alex, Lerner não tinha disposição de enfrentar Belinati.
O comportamento do Palácio Iguaçu na eleição de 2000 em Londrina é previsível. Assim como em 96, Belinati vai figurar como o candidato oficial do governador. A briga pelo poder fica polarizada desde já entre o PFL e o PSDB, com o mesmo calor da queda-de-braço travada entre Belinati e Hauly. Este já derrotado por Belinati e hoje disposto a abrir a discussão com Alex, sobre quem será o candidato tucano em 2000.
OposiçãoAlém do ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida, agora no PMDB, as oposições têm pelo menos mais um nome para a disputa do próximo ano: o do ex-deputado Nedson Micheleti. Ele se coloca como pré-candidato e é tido como a melhor alternativa do PT.
O PDT, embora seja um partido de oposição, em Londrina é identificado com a situação. O presidente do partido no município, deputado Moysés Leônidas, foi secretário de Administração de Belinati e recebeu ajuda do prefeito no início de sua carreira política como vereador.
No discurso, Leônidas se coloca como pré-candidato. ‘‘Mas não quero me posicionar dessa forma ainda. Confesso que se fosse para colocar o meu nome na disputa, iríamos fazer isso a partir de 2000 porque todo nome que entrar agora sofre um desgaste.’’ Ele avalia que a entrada de Alex muda o quadro político de Londrina.
O jornalista Barbosa Neto, que saiu do PPB rumo ao PMN, coloca-se como pré-candidato. Ele já tentou, mas foi derrubado, ser candidato a deputado estadual. O nome do reitor da Universidade Estadual de Londrina Jackson Proença Testa também está sendo lembrado frequentemente pelos partidos como uma alternativa. Testa também foi companheiro de partido de Belinati, quando este ainda estava no PDT e presidiu a Sercomtel no segundo mandato do prefeito. Os dois estão afastados e Testa está sendo sondado por várias siglas.

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