Curitiba - Sem citar o nome do vice-prefeito Beto Richa (PSDB), o governador Jaime Lerner (PFL) reafirmo, ontem de manhã, à cúpula do PFL regional que trabalha por uma ampla coligação governista. A composição que ele idealiza inclui PFL, PSDB, PPB, PSL e PTB. No que depender de Lerner, os pefelistas não lançam candidato próprio e se unem aos tucanos.
Lerner declarou que o candidato à sucessão será quem conseguir aglutinar todos os partidos da base. Segundo o ex-chefe da Casa Civil Alceni Guerra, o candidato precisa cumprir dois quesitos básicos: ter densidade eleitoral e capacidade de unir a base. A reunião com o governador foi rápida, mas serviu como mais um indicador do posicionamento a ser tomado pelo PFL na segunda-feira.
Apesar de o desempenho de Beto ter sido tímido nos levantamentos de preferência do eleitorado, o PSDB aposta em seu nome como cabeça de chapa na eleição majoritária.
Uma corrente tucana, entretanto, avalia que Beto ainda está muito vinculado à imagem do governador e do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). ‘‘Ele deveria sair sozinho, falta mais luz própria. Se é para sair a reboque de alguém, que seja do pai (o ex-governador José Richa)’’, analisou um tucano que preferiu não se identificar.

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