O governador Jaime Lerner (PDT) disse ontem que vai ‘‘ignorar’’ os ataques que vem recebendo do grupo de tucanos contrários à sua filiação ao partido. ‘‘Eu passo por cima de tudo isso e não vou responder’’, declarou o governador, que ainda aguarda uma calmaria tucana para anunciar publicamente a sua filiação.
Lerner já aceitou o convite formulado pela maioria da executiva do PSDB - à revelia do presidente estadual Hélio Duque -, mas afirma que ‘‘por questões éticas, não pode se pronunciar sobre um assunto discutido em outra esfera partidária’’. Ele classificou o convite, feito na última quarta-feira, como uma ‘‘homenagem dos tucanos’’ que querem vê-lo no partido.
‘‘O PSDB é um partido da social democracia, que tem afinidades com o partido ao qual pertenço hoje (PDT)’, justifica o governador, que diz estar passando por um momento de ‘‘reflexão política’’.
Os estímulos que ele recebeu de governadores tucanos como Albano Franco, de Sergipe, e Eduardo Azeredo, de Minas Gerais, não foram esquecidos pelo governador do Paraná. ‘‘São nomes que eu respeito muito e me considero lisonjeado’’, comentou.
A avaliação dos assessores do Palácio Iguaçu é de que o governador deve ainda fazer suspense quanto a sua filiação no PSDB. A estratégia seria encaminhar a ficha de filiação para o diretório nacional, como faculta o segundo parágrafo do artigo quinto do estatuto do partido. Nacionalmente, de acordo com a análise, a filiação de um governador seria bem-vinda, sobrepondo-se às brigas locais. (L.D.)

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