Lerner garante que vai cumprir metas
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domingo, 22 de dezembro de 1996
Maria Teresa Martins Sucursal de Curitiba 
Favorável à aprovação da emenda da reeleição em todos os níveis, o governador Jaime Lerner vê sua tese de submeter a aplicação imediata da reeleição a um plebiscito ou referendo popular ganhar até mesmo a simpatia do presidente Fernando Henrique Cardoso - durante a semana, FHC disse ao deputado Raul Belém (PFL-MG) que aceita submeter a decisão a referendo. Entretanto, numa espécie de balanço de fim de ano, Lerner diz que não precisaria de reeleição para cumprir as metas administrativas que assumiu durante a campanha eleitoral que o conduziu ao Palácio Iguaçu.
Não preciso de reeleição para realizar o que assumi diante do povo do Paraná, assegura Lerner. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva à Folha de Londrina, durante o vôo de retorno de Córdoba (Argentina) para Curitiba, na última quarta-feira. O vôo marcou a inauguração de nova rota da Transbrasil.
Lerner confirmou que pretende aproveitar em sua equipe prefeitos que estão em fim de mandato - para dar uma presença maior do interior em seu governo. E antecipou que a partir de 1997 vai viajar mais pelo Estado. Disse ainda que este ano as negociações com as montadoras de automóveis e bancos internacionais exigiram sua presença em Curitiba e no exterior.
O governador está convencido que o destino do Paraná no Mercosul é ser um centro de negócios com ramificações no Uruguai, no Paraguai e na Argentina, em razão de sua localização estratégica.
Ao falar de questões políticas, criticou a postura do senador e ex-governador Roberto Requião, que condicionou a aprovação de um empréstimo no Senado à abertura dos protocolos fechados com as montadoras. A jogada dele é transformar situações positivas em negativas, já que ele não conseguiu fazer as coisas em seu mandato, que foi medíocre, acusou Lerner. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.


