A reforma administrativa aprovada ontem em primeiro turno pela Câmara Federal não deverá provocar reflexos consideráveis no Paraná. Foi o que antecipou ontem o governador Jaime Lerner. Ele garantiu que não haverá demissões em massa de funcionários, mesmo que a queda da estabilidade dos servidores for confirmada.
‘‘O governo do Estado não pensa a reforma administrativa como um objeto de demissão e sim como uma maneira de corrigirmos injustiças’’, avaliou o governador. Ele descarta até mesmo um enxugamento da máquina. ‘‘Pelo contrário, o governo está avançando na área social e para isso exige investimentos nos recursos humanos’’, justificou.
O governador lamentou a alteração do projeto original do governo, que fixava um teto salarial de R$ 10,8 mil. ‘‘Fico preocupado com a abertura que se deu na questão do limite salarial’’, comentou. ‘‘Nem todo o avanço é o ideal e desejado, mas mesmo que pequeno, não deixa de ser importante’’, resumiu Lerner, ao analisar o conteúdo geral do que foi aprovado.
O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, também não acredita que a reforma trará reflexos às administrações municipais. ‘‘A questão da estabilidade é muito complexa e existem regras rígidas para se estabelecer essas demissões’’, ponderou.
Mas Taniguchi admite que a reforma administrativa facilitará o trabalho dos prefeitos na medida em que ‘‘facilita a flexibilização do regime único vigente’’.

mockup