Lerner fica sem candidato de peso
Lerner fica sem candidato de peso
Com a saída de Belinati, o PFL do governador Jaime Lerner fica sem candidato forte em Londrina. O comando estadual tem cerca de oito meses para construir um nome alternativo, com densidade eleitoral capaz de manter a terceira maior cidade do Sul do País nas mãos do partido. Londrina tem poder para decidir uma eleição. Em 1998, os votos dos londrinenses foram fundamentais para Lerner derrotar o senador Roberto Requião (PMDB).
Moysés Leônidas, pré-candidato do PDT a prefeito de Londrina, disse ontem que vai oferecer seu nome ao governo. Apesar de integrar um partido de oposição, o deputado estadual é governista. O governo ficou sem ninguém em Londrina (depois da transferência de Alex Canziani para o PSDB de Alvaro Dias e da desistência de Belinati). Se tiver interesse, me coloco à disposição. Posso ser a novidade desta eleição, disse Leônidas, disposto a comprar briga com o comando estadual do PDT.
Quem decide a melhor coligação é o partido. Sou o presidente do PDT em Londrina. O partido está sob meus cuidados, ressaltou. Leônidas disse, entretanto, que não pretende conduzir o PDT a uma aliança com o PFL, mas com o PTB, que, na sua análise, também não dispõe de nomes de peso para disputar. O Tavares (José Tavares, secretário estadual da Justiça) tem dito que não vai concorrer, afirmou Leônidas.
O presidente do PFL de Londrina e presidente da Codel (companhia de desenvovimento da cidade), Farage Khoury, soube pela Folha da desistência de Belinati. É um assunto muito complexo para ser analisado agora, disse, quando questionado se tem disposição de assumir o espaço deixado pelo prefeito e concorrer à sucessão em outubro. Temos de esgotar primeiro todas as situações para optarmos por nova estratégia.
Farage concorreu em 1998 a deputado federal. Fez cerca de 40 mil votos e não se elegeu. É apontado hoje como o segundo na hierarquia do PFL de Londrina, depois do prefeito Antonio Belinati.
A Folha tentou contato com o comando estadual do PFL e com o secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, mas não conseguiu. O presidente regional do PFL, João Elísio Ferraz de Campos, passou o fim de semana no Rio de Janeiro. E Tato Taborda não retornou aos recados deixados pela reportagem na secretária eletrônica de seu telefone celular, durante todo o dia.
Nos bastidores, a Folha apurou que o governador só pretende se manifestar sobre o anúncio de desistência depois de o prefeito ou a vice-governadora Emília Belinati (PTB), mulher de Belinati, abordarem o assunto de forma oficial. O PFL deve discutir a crise que se instaurou no diretório municipal de Londrina e a possibilidade de coligações com outras siglas aliadas como o PTB ainda nesta semana, mas informalmente, segundo uma fonte garantiu ontem.(L.D.)





