O comando da campanha do governador Jaime Lerner (PFL) passou o dia ontem apagando incêndios. Os boatos de que o ex-secretário da Comunicação no governo Roberto Requião (PMDB), jornalista Fábio Campana, assumiria a coordenação da campanha de Lerner foram enfaticamente desmentidos, mas revelaram divergências internas entre os coordenadores executivo, ex-prefeito Saul Raiz e o político, Cândido Martins de Oliveira, quanto à condução da campanha nos últimos 15 dias antes das eleições.
Um almoço entre Saul Raiz, Cândido Martins, o deputado federal Paulo Cordeiro (PFL), e o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), na Secretaria do Meio Ambiente, estancou a crise. O presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), foi acionado para conter os ânimos. ‘‘Um quer chumbo e outro quer uma campanha suíça’’, relatou o deputado.
Um dos motivos conhecidos que levou os dois coordenadores da campanha a se chocarem diz respeito à licença do prefeito Cassio Taniguchi, para dedicação exclusiva ao corpo-a-corpo em Curitiba e Região Metropolitana. Saul Raiz defendeu o afastamento de Taniguchi.
‘‘Acabou o ti-ti-ti. Não vamos mudar nada na campanha, porque estamos ganhando’’, assegurou Aníbal Khury. Ele disse que o motivo da inquietação no staff do governador não são as divergências entre Saul Raiz e Cândido Martins, mas um conflito de interesses entre o Palácio Iguaçu e o comitê de campanha. ‘‘Uma fonte do próprio Palácio planta uma coisa e outra no curtume, diz o contrário’’, afirmou. Aníbal voltou a afirmar que Lerner terá uma vantagem eleitoral de 12% sobre Requião.
A oposição aproveitou as animosidades no grupo de Lerner para aumentar a boataria. Na AL, a informação era de que as divergências entre Cândido Martins e Saul Raiz teriam chegado às vias de fato.
Saul Raiz disse que ‘‘tudo não passou de absoluta mentira’’. ‘‘O Candinho é o meu melhor amigo. Não temos divergências e não vamos mudar nada da campanha, porque estamos ganhando a eleição’’.

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