Lerner e Requião trocam farpas
Arquivo FolhaCONTRA-ATAQUELerner: ‘‘Senador é farsante e covarde’’Arquivo FolhaRÉPLICARequião: ‘‘Governador é um frouxo’’O governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Roberto Requião (PMDB) voltaram a trocar insultos ontem, só que desta vez, a distância. O líder da bancada do PFL no Senado, Hugo Napoleão, ficou no meio do tiroteio. Napoleão usou parte de seu tempo na tribuna para ler em plenário uma carta enviada pelo Palácio Iguaçu rebatendo as críticas e suspeitas levantadas contra o governo do Paraná pelo peemedebista. As críticas foram feitas há cerca de 15 dias, por conta da CPI do Narcotráfico. Entre outras coisas, Requião acusou o governador de ser conivente com o esquema de drogas montado na Polícia Civil do Paraná.
‘‘É lamentável que um senador da República use esta tribuna para denegrir a imagem do Estado que deveria representar’’, inicia a carta do governador, lida por Hugo Napoleão, e assinada por Lerner. ‘‘O Paraná não está livre do crime nem de criminosos, como de resto nenhum Estado está. Muitas das denúncias que vieram a público com a passagem da CPI já vinham sendo investigadas pela Polícia e as demais passaram a ser imediatamente investigadas. Todos os policiais citados foram imediatamente afastados de seus cargos, a começar pelo delegado-geral.’’
Chamado de ‘‘frouxo’’ pelo senador, Lerner diz na carta que o governo ‘‘está agindo com firmeza’’ e tomando todas as medidas para recuperar a imagem da Polícia do Paraná. A carta intermediada por Napoleão termina chamando o senador do Paraná de farsante. ‘‘O senador Requião é conhecido no Paraná pela irresponsabilidade. Notabilizou-se por uma farsa eleitoral, em que criou um falso pistoleiro para ganhar a eleição de governador em 1990. É acusado de mandar executar um líder sem-terra.(...) Em suma, é um farsante, um mentiroso, um covarde...’’
Ao tomar conhecimento da carta de Lerner, Requião voltou ao plenário do Senado e abriu seu arsenal contra o governador. ‘‘A Polícia do Paraná explodiu com a chegada da CPI do Narcotráfico. O delegado-geral teve a sua prisão decretada por um juiz estadual e está foragido até hoje. E, logo mais adiante, o secretário da Segurança, conhecido no Estado como Candinho Beira-Mar, simulou um pedido de demissão. O Paraná não tem comando. O governador é um frouxo...’’ (L.D.)

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