Lerner e Requião disputam Álvaro
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sexta-feira, 19 de setembro de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem, em Foz do Iguaçu, que a sua reeleição ficou mais fácil depois do ingresso no PFL. Ele analisou a nova Lei Eleitoral e afirmou que não procurou vantagens e, portanto, não é culpado pelo fato das regras favorecerem os atuais governadores e presidente da República. Porém, destacou que a publicidade não pode ser usada de forma enganosa.
O governador disse que está arregimentando forças políticas para a reeleição e atacou o senador Roberto Requião (PMDB). Quem implantou as maiores dificuldades no Estado foram os dois últimos governadores, sobretudo a administração do senador Requião. Até hoje, estamos tentando corrigir as burradas feitas ex-governador, criticou.
Ainda assim, Lerner reafirmou sua intenção de compor com o ex-governador e presidente da Telepar, Álvaro Dias (PSDB). A possível aliança entre o PMDB e o PSDB não preocupam o PFL nem o governador. Sempre procuramos abrir diálogo com todos e o PSDB é desejável na nossa aliança pela reeleição, disse.
Lerner não confirmou nem desmentiu possível entendimentos com o presidente Fernando Henrique para que Álvaro assuma um dos ministérios no ano que vem em troca do apoio à sua reeleição. Ele aproveitou para reforçar que pretende lançar a mesma chapa da última eleição, com o vice-governadora Emília Belinati.
Requião O senador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que vai concorrer durante a convenção nacional do PMDB para ser indicado candidato do partido à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Requião aproveitou um encontro casual com o governador Jaime Lerner (PFL), no saguão do Mabu Hotel, em Foz do Iguaçu, para provocar a filha do governador, Ilana Lerner. Seu pai está brincando de fazer jogos da natureza, disse.
Requião afirmou que pretende buscar espaço dentro do PMDB para se candidatar à Presidência da República. Segundo ele, uma pesquisa feita entre as lideranças de bancadas aliadas ao PMDB lhe dá um apoio consistente e bem melhor que na última convenção, quando disputou com o ex-governador paulista Orestes Quércia (PMDB).
Apesar de mostrar pretensão pela Presidência, Requião disse que dedica atenção especial à sucessão de Lerner. Posso mudar os planos e disputar o Palácio Iguaçu para tirar o governo das mãos desse grupo, que quebrou a estrutura administrativa, faliu o Banestado e tem uma folha de pagamento excedendo a receita, criticou.
Requião reforçou que pretende fazer uma dobradinha com o presidente da Telepar e ex-governador Álvaro Dias (PSDB). Nesse possível acordo, Requião disputaria o governo do Estado, enquanto Dias concorreria ao Senado. Já estivemos juntos na última eleição e essa aliança é mais que possível. Ela é desejável, disse.


