Curitiba - O governador Jaime Lerner (PFL) almoçou ontem, em Brasília, com o vice-presidente, Marco Maciel, do mesmo partido. A conversa foi reservada, e foi um desdobramento do encontro –também reservado– do governador com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, anteontem. O que está em jogo é o futuro político de Lerner. O governador tem demonstrado mais interesse em terminar o mandato. Oficialmente, Bornhausen disse que esteve em Curitiba convidar Lerner para disputar uma vaga no Senado.
Fontes próximas ao governador garantem, no entanto, que Bornhausen aproveitou o encontro para pedir a Lerner que apóie a candidatura própria pefelista ao invés de defender a pré-candidatura tucana. Nas entrevistas, porém, tanto o senador quanto Lerner disseram que o motivo do encontro foi um convite para o governador disputar o Senado. Segundo sua assessoria, Lerner só anuncia se vai se desincompatibilizar na sexta-feira, dia 5 –prazo final para a decisão.
Outra especulação –não confirmada– em torno do futuro do governador indica que ele teria sido sondado para compor a vice na chapa encabeçada pelo tucano José Serra –seria uma espécie de ‘‘recompensa’’ pela defesa que Lerner vem fazendo da aliança em favor da governabilidade. Uma outra corrente diz que o PFL quer que Lerner deixe o Palácio Iguaçu para ficar como ‘‘reserva’’. A pré-candidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, já teria dia para acabar. Aliados do governador avaliam que ele não vai querer assumir o risco de sair pré-candidato à presidência.
Após o encontro de anteontem com o cacique pefelista, Lerner já havia conversado no início da noite, por telefone, com Maciel. O governador fica em Brasília hoje para a posse do novo ministério.

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