A solenidade de diplomação do prefeito eleito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PDT), e dos 35 vereadores foi maracada pela falta de autoridades. O governador Jaime Lerner mandou o secretário-chefe de Gabinete, Gerson Guelmann, para representá-lo. O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, foi representado pelo assessor parlamentar Geraldo Bond. A cerimônia foi rápida e sem quebras de protocolo. Muitos vereadores fizeram questão de tirar fotos ao lado de Taniguchi.
Nem mesmo o vice-prefeito eleito, deputado Algaci Túlio (PDT), participou da diplomação. Como já tinha antecipado anteontem, Túlio não foi à solenidade porque prefere se diplomar dias antes de 1º de janeiro, data da posse. Uma carta justificando sua ausência foi lida pelo presidente do TRE, Luiz José Perrotti.
Túlio teve medo de se diplomar e acabar dando munição para que adversários políticos entrem com ação exigindo que ele assuma o cargo. O deputado está dividido entre a Assembléia e a prefeitura. O PT municipal já anunciou que se ele não assumir o cargo de vice, o partido entra com uma ação.
A cerimônia de diplomação começou às 16 horas, no Teatro Guaíra. O teatro tem 1,1 mil lugares na platéia, mas havia pouco mais de 500 convidados. Cada vereador teve direito de levar apenas 10 pessoas. O prefeito eleito recebeu cem convites, mas nem todos foram distribuídos. Sobraram praticamente todos os lugares laterais.
A restrição nos convites foi determinada pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral, Antenor Demeterco Júnior. Ele quis evitar a presença de cabos eleitorais. Na diplomação passada, militantes de alguns partidos transformaram a festa em um show de pancadaria. A briga começou após alguns vereadores terem sido vaiados. ‘‘Se alguém me vaiar novamente parto para os socos e pontapés’’, brincou o vereador Mauro Celso Cunha (PSDB), ao relembrar o episódio de 1992. Ele contou que naquela situação até seu filho entrou na briga.
A falta de público e de autoridades foi interpretada pelo vereador Jorge Samek (PT) como indídio da ‘‘instabilidade’’ entre o governo e a prefeitura. ‘‘Parece que o Greca não queria sentar na mesma mesa do secretário de Estado’’, cutucou o vereador, que representa a oposição ao atual e ao próximo prefeito de Curitiba.
A única manifestação pública ficou por conta de parentes e amigos de alguns candidatos derrotados, que seguraram faixas e cartazes em frente ao teatro. Políticos e amigos dos vereadores eleitos estavam mais interessados em discutir assuntos como o secretariado e a disputa da presidência da Câmara Municipal do que participar da diplomação.

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